07/06/2017

De novo, eu acredito! E você, atleticano?

Alisson Millo*

Há pouco mais de cinco anos, Ronaldinho Gaúcho assinava com o Atlético, em uma transferência que mudaria para sempre a história do Galo. Na década passada, se eu visse meu time na zona de rebaixamento, mesmo que no início do Campeonato Brasileiro, o sinal de alerta estaria brilhando forte e fazendo um barulho bem alto. Em 2017, a 17ª colocação não passa de um incomodo temporário.


Recém-classificado às quartas de final da Copa do Brasil após dois ótimos jogos e alguns sustos diante do Paraná, o time se prepara para enfrentar a eterna pedra no sapato chamada Botafogo. Ainda assim, a estrela solitária é um obstáculo que, pouco a pouco, temos superado. Chegou a hora de deixar para trás de uma vez por todas o fantasma daquele pênalti não marcado em Tchô, superar o alvinegro carioca e dar mais um passo rumo à segunda conquista nesta temporada.

Copa do Brasil: alvinegro nas quartas
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

No Brasileirão, mesmo no Z4 ao fim da 4ª rodada, dois bons resultados: empates fora de casa contra Flamengo e Palmeiras, dois postulantes ao título, não devem ser desprezados. Os tropeços no Horto, no entanto, estão custando caro. Em especial, o 2 a 2 contra a Ponte Preta, que deve servir de lição para o elenco manter a atenção nos duelos com adversários teoricamente inferiores. A partida desta quarta-feira, contra o Avaí, será um teste: é obrigação vencer para sair do grupo de baixo, nunca mais olhar para trás e passar a mirar o topo, que é o patamar do Atlético.

Saídas, chegadas e expectativas

No quesito mercado, algumas novidades. A chegada de Valdivia, a saída de Carlos Eduardo, que, convenhamos, pouco fez em 13 meses de Galo. Perda importante é o meia-atacante Maicosuel que, embora reserva, era uma peça que modificava o jogo quando entrava. Mesmo assim, pouco a se lamentar. O elenco ainda é forte e, havendo necessidade, pode se valer do bom grupo sub-20, finalista da Copa do Brasil da categoria.

Valdívia: boa estreia ante o Palmeiras
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

A corneta nunca pode parar de soar, mas aquele tal de 'Eu acredito' tem que ser de coração. Tem que confiar no trabalho, ir à Arena Independência e apoiar. Não parar de gritar e não deixar o time na mão justamente na hora em que ele mais precisa. O grupo é bom e vamos sempre juntos com os jogadores por um Galo que cante cada dia mais alto.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
Goleiro titular e atual capitão da seção Fala, Atleticano!

4 comentários:

  1. Mesmo com alguma decepção e frustração eu também acredito.

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  2. Tem alguma coisa acontecendo nos bastidores do Galo, não estou desprezando os resultados conquistados fora, mas o Galo não é nem sombra do "Galo da Libertadores". Jogadas de ataque, estão sem graça.
    Eu acredito no Galo, mas hoje tem que fazer por merecer.

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  3. EU ACREDITO A 54 ANOS , EU ACREDITO É APENAS UM FORMA DE EXPRESSÃO DE NOSSA PAIXÃO VITALICIA ....
    ACIMA DE TÍTULOS E CONQUISTA EU E TODOS OS ATLETICANOS NÃO DESISTIMOS DO GALO COM OU SEM TÍTULOS , SE CORREREM POR NÓS, AMAREMOS POR VOCÊS ...

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  4. É do DNA do atleticano seguir acreditando. Quando precisa o time fica cascudo. Eu só não espero vitórias fáceis. Nem no Campeonato Mineiro acontecem mais...

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