27/02/2017


Ex-técnico da seleção, itabiritense já havia sido tema de bloco do
Itabirense, primeiro clube que defendeu; filho destaca lembrança

Vinícius Dias

Comandante da seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1982 e 1986 e considerado um dos maiores nomes da história do futebol nacional, Telê Santana é destaque também durante o carnaval. O ex-treinador, falecido em abril de 2006, é um dos personagens retratados em bonecos gigantes no tradicional Zé Pereira, em Itabirito. O bloco, que foi atração no domingo, voltará a desfilar pelas ruas da terra natal de Telê Santana nesta segunda-feira e também na terça-feira.

Telê Santana no Zé Pereira, em Itabirito
(Créditos: Vinícius Dias/Blog Toque Di Letra)

Ciente da homenagem, Renê Santana fez questão de recordar os laços do pai com a cidade da Região Central do estado. "Na família, ficamos todos honrados e felizes com essa lembrança que demonstra o reconhecimento justo do itabiritense em relação à memória do Telê. Costumo dizer que ele saiu jovem de Itabirito, mas Itabirito nunca saiu dele. Ele se lembrava de todas as pessoas, conhecia todas as famílias e foi um estudioso da história da cidade em que viveu", afirmou ao Blog Toque Di Letra.

Ex-clube homenageou ídolo em 2013
(Créditos: Vinícius Dias/Blog Toque Di Letra)

A exaltação do 'Fio de Esperança' não é iniciativa inédita na folia local. Em 2013, Telê Santana foi tema do bloco do Itabirense Esporte Clube, tricolor pelo qual deu seus primeiros passos no futebol, como goleiro, no início da década de 1940. Antes de se mudar para São João del-Rei, aos 17 anos, o itabiritense também defendeu os rivais Usina Esperança Futebol Clube e União Sport Club. Anos mais tarde, o mundo viu o filho de Zico Lopes, ex-goleiro do América, ganhar o status de mestre.

26/02/2017

Atlético vence, só ataque convence

Vinícius Dias

Aos 19 minutos, Robinho avançou pela esquerda e, com tempo e espaço, cruzou na área. Mesmo espaço que três defensores do Democrata deram para Fred marcar: 1 a 0. Aos 31' da etapa final, Rafael Moura recolocou o Atlético em vantagem após escanteio cobrado por Cazares. Sete minutos depois, o camisa 13 encontrou o artilheiro Fred, que chapelou o marcador e completou para as redes. O placar aponta a quinta vitória em cinco jogos, com bons números ofensivos e liderança isolada no estadual. O campo oferece outros elementos.


Vitória do melhor ataque diante da defesa mais vazada do estadual - situação das equipes antes da partida, reafirmada após o apito final em Governador Valadares - indica expectativa cumprida. Mas a análise dos primeiros 45 minutos, em especial, revela contrapontos: um Atlético com dificuldades para trabalhar jogadas pelo meio, a exemplo do clássico contra o América, errando muitos passes - ao longo do jogo, 49 contra 33 do Democrata, de acordo com o Footstats - e ainda recorrendo a bolas longas, quase sempre sem sucesso.

Fred e Rafael Moura: ataque funcionou
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

O time de Eugênio Souza construiu suas principais chances na etapa final, com mais mobilidade e melhor ocupação dos espaços. Márcio Diogo e Esquerdinha entraram e marcaram gols. Antes, Rafael Tanque já havia balançado as redes de Giovanni, mas o lance acabou invalidado - revi apenas uma vez, e a impressão é de erro da arbitragem. A melhor atuação da temporada, no entanto, esbarrou no poderio e nas alternativas do elenco adversário: o Atlético perdia em força no ataque quando Rafael Moura foi a campo, fez um gol e deu uma assistência.

Bons resultados equivalem a tempo para testar e corrigir erros.
Até aqui, o Atlético de Roger vence, mas só o ataque convence.

24/02/2017


Torcedores estrelados e alvinegros levarão amor por seus clubes às
avenidas; presença de dirigentes e ex-jogadores reforça iniciativas

Vinícius Dias

Duas das maiores paixões dos brasileiros, futebol e carnaval estarão lado a lado em Minas Gerais nos próximos dias. De norte a sul do estado, torcedores de Atlético e Cruzeiro levarão o amor por seus clubes às avenidas em várias cidades. Alguns blocos serão reforçados pela presença de dirigentes e ex-jogadores. No Campo das Vertentes, a programação da folia momesca na histórica São João del-Rei, por exemplo, inclui uma versão festiva do clássico pelo terceiro ano consecutivo.

Raposão para cinco mil pessoas

O bloco Raposão irá às ruas na tarde de sábado. A expectativa de público, segundo o presidente Érico Granzinolli, é de três a cinco mil pessoas. Será o quinto desfile do bloco que ajudou a fundar no fim de 2012. "Surgiu a partir do desejo de ter um espaço para a nossa torcida em um dos carnavais mais tradicionais de Minas", destaca, recordando a estreia em 2013. "Queríamos levar um pouco do clima de estádio para quem não tem essa oportunidade de acompanhar o Cruzeiro de perto, no Mineirão".

Bloco Raposão será atração no domingo
(Créditos: Arquivo Pessoal/Érico Granzinolli)

A iniciativa deu certo e, no carnaval passado, o bloco teve um de seus grandes momentos: a presença do ex-camisa 10 e homenageado Dirceu Lopes. "É um objetivo constante valorizar a gloriosa história do clube e os ídolos que ajudaram a construí-la", afirma. Neste ano, além do Raposão e do puxador MC Bloko, o desfile em São João del-Rei reunirá nomes como o colunista Hugão Lopes; a representante celeste no concurso Gata do Mineiro 2016, Andreza Maia; e Valdir Júnior, do canal Cruzoeiro.

Dadá Maravilha: Rei na avenida

Na terça-feira, será a vez de o alvinegro Aqui é Galo marcar presença em São João del-Rei. O bloco participará da folia na cidade pela segunda vez. "Era um sonho antigo que começou a ser planejado no ano de 2014, em reunião entre atleticanos no Bar do Kiko, cujo dono é torcedor fanático, e foi para a avenida em 2016", recorda Bruno Paiva, diretor financeiro e um dos fundadores, que faz questão de mencionar a data de estreia de forma um tanto quanto peculiar: "dia 9x2/2016".

Aqui é Galo desfilará na terça-feira
(Créditos: Bloco Aqui é Galo/Divulgação)

"A proposta é unir futebol e samba, duas paixões, e ter um atrativo a mais para o atleticano no carnaval", comenta. Duas das principais atrações do desfile, em meio à tradicional rua de fogo, serão o Galo, mascote do bloco, e o ídolo alvinegro Dadá Maravilha, nomeado padrinho. "O Rei Dadá foi um sonho trabalhado por nossa diretoria, pois representa a verdadeira face do Aqui é Galo: humilde e simpático. Nós queremos, cada vez mais, valorizar jogadores que fazem parte da história do clube", explica.

Rapozama: 15 anos de carnaval

Em Congonhas, na Região Central do estado, a noite de segunda-feira será azul e branca. Braço carnavalesco da entidade filantrópica Associação Torcida Organizada Rapozama (Ator), o Rapozama completará 15 anos de folia. Uma das principais atrações locais, o bloco já homenageou personagens como Felício Brandi, em 2005, e levou às avenidas nomes como Zezé Perrella, em 2006, e Montillo, em 2012. No último ano, o tema foi Arrascaeta, que esteve na cidade ao lado do volante Federico Gino.

Arrascaeta e Gino no Rapozama, em 2016
(Créditos: Prefeitura de Congonhas/Divulgação)

Nesta edição, o samba-enredo será 'Agora, quem errar não é humano'. "Chegou a um ponto que ninguém pode errar. É hora de todos darem as mãos para poder manter o Cruzeiro campeão", convoca Divino de Oliveira, mais conhecido como Pelé, um dos fundadores do bloco. "No abadá e na letra, fizemos referências à Chapecoense", completa. Um dos convidados é o vice-presidente de futebol Bruno Vicintin. A expectativa é de pelo menos quatro mil pessoas nas ruas. O recorde é de oito mil, em 2012.

Atleticanos nas ruas de Cruzília

Em Cruzília, no Sul de Minas, o Galozilia será um dos destaques da noite de sábado. "Existimos desde 2011 nas redes sociais, mas o bloco só tomou forma no carnaval de 2015. Foi quando resolvemos que não podíamos mais ficar só na vontade e conseguimos sair", resume Marcos Silva, mais conhecido como Belico, diretor de Comunicação e um dos fundadores. Os objetivos, segundo ele, transcendem os dias de folia. "Reunir os atleticanos da região para assistir aos jogos, viagens, confraternizações".

Galozilia: folia atleticana em Cruzília
(Créditos: Arquivo Pessoal/Marcos Silva)

Mais jovem, o bloco de Cruzília mantém uma parceria com o Galo Pedras, atração da vizinha São Tomé das Letras. "Alguns cruzilienses, entre eles o José Amiltom (presidente e integrante do trio fundador, ao lado de Belico e de Helena Prudente), reforçam o bloco de São Tomé das Letras, que depois nos empresta alguns integrantes", detalha. Em crescente, o Galozilia espera pelo menos 300 membros no desfile deste ano, número quase cinco vezes superior ao da edição de estreia.

23/02/2017


Embora tenha estampado a logomarca do banco nos primeiros jogos
da temporada, clube celeste ainda negocia a renovação do contrato

Vinícius Dias

Embora tenha estampado a logomarca da Caixa em seu uniforme nas primeiras partidas desta temporada, o Cruzeiro ainda não sacramentou a renovação do contrato de patrocínio com o banco estatal. As negociações entre as diretorias, no entanto, estão encaminhadas e devem ter um desfecho positivo nas próximas semanas. Depois disso, os detalhes serão publicados no Diário Oficial da União.


Apesar de se tratar de uma renovação, o novo contrato terá novidades na comparação com o anterior. Uma delas é a relação entre resultados e valor recebido. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, o clube celeste teve inicialmente a sinalização da manutenção do aporte de R$ 12,5 milhões anuais, mas com R$ 11 milhões fixos e R$ 1,5 milhão a título de premiação caso sejam cumpridas metas em campo. 

Cruzeiro negocia renovação com a Caixa
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Sem confirmar os valores do acordo, que ainda não está assinado, o diretor comercial do Cruzeiro, Róbson Pires, ratificou que parte das cifras estará atrelada ao desempenho. "Dentro dessa nova sistemática apresentada, (há isso)". Propostas feitas recentemente a outras equipes e os números da renovação com o Flamengo reforçam a tendência de que o bônus represente de 10% a 20% do montante dos novos contratos.

Exposição nas redes sociais

No momento, o clube celeste e a Caixa ajustam os últimos detalhes da renovação. "As contrapartidas do contrato ainda estão sendo definidas. Nós estamos na (fase de) revisão final", detalha Róbson Pires. A reportagem apurou que outra novidade para esta temporada está relacionada às redes sociais, com a garantia de maior exposição da logomarca do banco estatal nas ações realizadas pela Raposa.

22/02/2017


Leão do Bonfim ocupa a oitava colocação, com três pontos somados
após quatro rodadas; estadual definirá mineiros da Série D de 2018

Vinícius Dias

As primeiras apresentações do Villa Nova neste Campeonato Mineiro não corresponderam à expectativa da cúpula e dos torcedores alvirrubros. Com apenas três pontos conquistados em quatro rodadas, o Leão do Bonfim ocupa a oitava colocação, a quatro pontos do Tombense, que fecha o G4. O mau início foi pauta de reunião entre três dirigentes do clube, elenco e comissão técnica na tarde dessa terça-feira.

Leão tem uma vitória e três derrotas
(Créditos: Divulgação/Villa Nova A.C.)

Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, o tom da conversa realizada nos vestiários do CT do estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima, foi de cobrança. Apesar da pressão nos bastidores, Leston Júnior foi mantido no comando do time, que conta com atletas experientes, como o goleiro Fernando Henrique, o zagueiro e capitão Gladstone e o meia Tchô. "Mas agora é vencer ou vencer", destaca uma fonte ligada ao clube.

Próximos adversários do Leão

Neste sábado, o Villa Nova recebe o Tricordiano, às 16h, em Nova Lima. Na 6ª rodada, o adversário será o atual líder Atlético, em duelo inicialmente marcado para a Arena Independência. O estadual vai apontar os três representantes de Minas Gerais na Série D de 2018.


Promoção que dava direito à meia-entrada a quem doasse um quilo
de alimento rendeu cerca de três toneladas de donativos no sábado

Vinícius Dias

Com o empate por 1 a 1, no último sábado, a URT quebrou a sequência de vitórias do Cruzeiro na temporada e manteve a invencibilidade no estadual. Fora dos gramados, no entanto, o Trovão Azul fez ainda mais bonito. A promoção que dava direito à meia-entrada aos torcedores que doassem um quilo de alimento não-perecível proporcionou uma arrecadação de cerca de três toneladas no estádio Zama Maciel.


"A diretoria da URT é composta por operários, trabalhadores. Temos essa filosofia de ajudar ao próximo", pontua o presidente Roberto Túlio Miranda ao Blog Toque Di Letra. Os ingressos para o confronto de sábado foram vendidos a R$ 140. Quem aderiu à causa social, porém, desembolsou R$ 70. Nessa terça-feira, os donativos foram entregues a representantes de cinco instituições beneficentes de Patos de Minas.

Presidente da URT entrega donativos
(Créditos: Assessoria de Comunicação/URT)


"Nós adotamos esse formato de meia-entrada com um quilo de alimento, mas há torcedores que doam cinco, dez, 15 quilos", revela, destacando a reedição da fórmula de sucesso. Ao longo da última temporada, foram arrecadadas mais de dez toneladas nos jogos como mandante. "Neste ano, já ajudamos as fazendinhas de dependentes químicos, um asilo de Presidente Olegário (cidade vizinha)", acrescenta Miranda.

Invencibilidade no estadual

Um dos invictos no Campeonato Mineiro, a exemplo do líder Atlético e do vice-líder Cruzeiro, o time patense está em terceiro lugar, com oito pontos em quatro rodadas. Na edição passada, a URT chegou às semifinais e conquistou o título de campeã do interior. O elenco comandado por Ademir Fonseca teve como destaque o goleiro e capitão Jakson Follmann, que se transferiu para a Chapecoense na sequência.

21/02/2017

As lições do primeiro tropeço do Cruzeiro

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Eis que aconteceu o primeiro tropeço do Cruzeiro na temporada. Nada de absurdo, nada de desesperador, mas um fato novo no ano que, até o empate contra a URT, vinha sendo somente de vitórias da equipe celeste. A verdade é que o resultado diante do time de Patos de Minas foi justo e, mais do que isso, de certa forma puniu a Raposa pelo conjunto da obra. O time já vinha demonstrando problemas defensivos há alguns jogos e, mais hora, menos hora, os primeiros pontos fatalmente ficariam pelo caminho.


Vejam bem: não quero, de maneira alguma, colocar lenha na fogueira e criticar o trabalho feito na Toca da Raposa de cabo a rabo. Tenho certeza de que é o início de temporada mais promissor desde 2014 e tenho tranquilidade quanto ao futuro da equipe neste ano. E é justamente por isso que achei 'saudável' o empate do último sábado. A hora de corrigir o que não vêm dando certo é agora, o quanto antes. As atuações da defesa, exceto no clássico da Primeira Liga, têm me deixado um pouco apreensivo.

Time celeste tropeçou no Zama Maciel
(Créditos: Jhereh Patos/Light Press/Cruzeiro)

Talvez as dificuldades apresentadas nesse início de trabalho se devam à mudança no estilo da equipe. Uma coisa é se defender praticando o jogo reativo e outra, bem diferente, é você manter a defesa e os volantes prontos para defender quando seu time pratica o futebol propositivo. No segundo caso, que é a situação da equipe que Mano Menezes vem ensaiando, volantes e laterais têm papéis fundamentais na construção de jogadas, uma vez que o time ataca de maneira incisiva e quase constante. É preciso muito ensaio, muito treino e alguns resultados negativos, que irão mostrar onde estão os problemas.

Ainda em busca do equilíbrio

Algo que ficou claro para mim, até agora, é que o entrosamento dos 11 jogadores que estiverem em campo será tão ou mais importante que a qualidade técnica individual. Tenho certeza de que, por muitas vezes, veremos no banco um ou outro atleta que achamos que merece estar no time, mas que, por causa do estilo e da fluidez do jogo, serão preteridos. E, enquanto o ataque vem produzindo chances acima da média, apesar de pecar demais nas finalizações, o setor defensivo ainda me parece que não encontrou a melhor maneira de se portar.

Ataque produz, defesa segue instável
(Créditos: Jhereh Patos/Light Press/Cruzeiro)

Mano Menezes precisa encontrar o equilíbrio entre marcação e criação, entre velocidade e cadência. Peças para tal, tenho convicção de que não será o problema. Com todas as opções disponíveis, é possível montar um time sólido defensivamente e que ainda consiga agregar apoio e profundidade na hora de atacar. Romero, Henrique e Hudson possuem poder de marcação notável. Lucas Silva, Cabral e até Robinho têm totais condições de contribuir na armação de jogadas a partir da cabeça de área.

Enfim, apesar de não gostar de empatar, muito menos de perder, nem em competição de arremesso de pedrinhas na água, sei que o momento é de transição e que as oscilações irão ocorrer. O mais importante agora é trabalhar para adquirir corpo, criar mecânicas de jogo, variações táticas e tudo mais que será imprescindível para que esse grupo alcance conquistas muito mais altas neste ano.

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

20/02/2017


Treinador chega ao clube credenciado pela boa campanha à frente
da AMDH, de Betim, no Campeonato Mineiro da categoria em 2016

Da Redação

Em meio a um processo de reformulação no futebol de base, o América acertou a contratação de Cauan Felipe para comandar a equipe sub-17 nesta temporada. O treinador chega ao alviverde credenciado pela boa campanha à frente da AMDH no último Campeonato Mineiro da categoria. O time de Betim terminou em terceiro lugar, à frente do próprio América.

Cauan Felipe orienta treino da AMDH
(Créditos: Site Oficial da AMDH/Reprodução)

"Pretendo contribuir com o desenvolvimento dos atletas para que o América continue a ser referência nacional na formação de jogadores de alto nível para o profissional do clube. Acredito que meu trabalho irá proporcionar aos garotos uma transição ótima para as categorias superiores", afirma Cauan, projetando a formação de um grupo competitivo no Coelho.

Experiência no futebol europeu

Além dos trabalhos em equipes de Minas Gerais, o currículo do treinador inclui licença Uefa e passagem por Portugal. "Fui treinador do sub-19 (do Infesta) e auxiliar técnico do profissional nesse mesmo clube, conquistando o acesso da segunda para a primeira divisão do Porto e fazendo a transição dos atletas para o profissional. Trabalhei também como auxiliar no Tirsense, equipe da região do Porto", destaca.

Atlético eficiente, América erra demais

Vinícius Dias

Uma, duas, três vezes Fred. Além assistência para Maicosuel dar números finais ao clássico contra o América, no Mineirão. 100% de aproveitamento no estadual, com o melhor ataque - 11 gols marcados - e a defesa menos vazada - Hugo Almeida, nesse domingo, foi o primeiro a balançar as redes de Giovanni. O Atlético, alavancado por um ataque objetivo diante de uma defesa que abusou do direito de errar, fez 4 a 1 e teve méritos. Mas a melhor síntese veio exatamente nas palavras do camisa 9: o placar diz pouco sobre as nuances do jogo.


A partida começou com o time alvinegro melhor. Antes dos dez minutos, Cazares e Fred, parado por João Ricardo após ótima jogada individual, já haviam ameaçado. Mas a sequência mostrou o Coelho mais presente no ataque, embora tivesse menos posse de bola, e o Galo com dificuldades para criar, especialmente pelo meio. Os rumos mudaram aos 26', quando Marcos Rocha lançou Otero. A falha de Pará deu liberdade para o venezuelano cruzar. Após novo erro da defesa alviverde - dessa vez, de Auro -, a bola sobrou para Fred abrir o placar.

Fred: o dono do clássico no Mineirão
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

A etapa final foi mais movimentada. Aos 11', o Atlético fez 2 a 0: méritos para a insistência de Cazares, que, aliada à fragilidade defensiva do adversário, deu nova chance a Fred. Aos 16 minutos, o gol americano: Gustavo Blanco, destaque do time neste início de temporada, avançou e encontrou Hugo Almeida de frente para o gol. As seis mexidas ocorreram a partir dos 21'. No América, pouco mudou. O Atlético, com Robinho e Maicosuel, cresceu ao estilo Roger: contra-ataques de manual, rapidez na tomada de decisão e mais dois gols para decretar a vitória.

O Atlético teve 90 minutos de eficiência contra alguns de brilho.
O suficiente para derrotar um América cuja defesa erra demais.

18/02/2017


Apresentado por Orlando Augusto, programa da Rede Minas terá
a 4ª rodada do campeonato estadual como pauta neste domingo

Da Redação

O editor-chefe do Blog Toque Di Letra, Vinícius Dias, será um dos convidados do programa Meio de Campo, da Rede Minas, neste domingo. O apresentador Orlando Augusto também receberá os jornalistas Henrique André, do Jornal Hoje em Dia, Sulimar Silva, da Rádio Inconfidência, e Vinícius Grissi. A atração vai ao ar às 21h.

Orlando Augusto comanda o programa
(Créditos: Meio de Campo/Divulgação)

Estará em pauta a 4ª rodada do Campeonato Mineiro, com destaque para o clássico entre Atlético x América, no Mineirão, e o confronto de sábado entre URT x Cruzeiro, em Patos de Minas.

Acompanhe e participe

O Meio de Campo vai ao ar neste domingo, a partir das 21h, e pode ser acompanhado por TV a cabo (em BH) e sinais analógico e digital. Também haverá transmissão, ao vivo, pela internet. O telespectador pode participar por meio do Whatsapp: (31) 99343-7448.

Matar clássicos não garante mais vidas

Vinícius Dias

Levantar logo cedo, almoçar e sair de casa na companhia de familiares ou amigos - independentemente das cores e símbolos que representem suas paixões - com destino ao estádio. Durante os 90 minutos, oscilar de forma imprevisível entre se fazer ouvir nos momentos triunfantes e, em meio ao silêncio retumbante das cadeiras vizinhas, ouvir o êxtase da outra metade nos momentos de derrota. O rito, antes comum nos domingos de clássico, tem pouco a pouco ficado no passado. É o placar final da busca pelo mais cômodo, não pela solução.


Que fique claro: cenas de violência como as de domingo passado, antes de Botafogo x Flamengo, são inconcebíveis. Mas a caneta que tem o poder de afastar do estádio até o torcedor de bem do time visitante não impede que o malfeitor aja. Há torcida única em São Paulo e, a quase 50 quilômetros do palco da partida, corintianos e são-paulinos se confrontaram em julho. Em Minas Gerais, o clássico com duas torcidas, no mês passado, terminou sem danos. Em 2015 e 2016, a regra foi de 10% dos ingressos para visitantes e houve conflitos inclusive em Contagem e Betim.

Pré-jogo, clássico teve cenas violentas
(Créditos: Gilvan de Souza/Flamengo.com.br)

Muito além de uma releitura do caso em que a pessoa traída se desfaz do sofá no qual ocorreu o ato, a alternativa atende à necessidade de apontar culpados: neste caso, os visitantes. Por que não reforçar o monitoramento das principais vias de acesso? Por que não traçar ações para os pontos de concentração em dias de jogos? Como sustentá-la diante de conflitos entre organizadas de um mesmo clube? Faltam respostas. E a impressão que se tenta passar, no fim, é a de que uma torcida a menos no estádio, mesmo com duas por toda a cidade, resolve o problema.

Debates e teorias pós-violência levam, em geral, à torcida única.
Mas a prática ilustra que matar clássicos não garante mais vidas.

17/02/2017


Projeto inspirado na Chapecoense faz zagueiro, de 24 anos, sonhar
alto em clube do interior de Minas Gerais: 'Expectativa muito boa'

Vinícius Dias

Chegar a um grande clube e ser destaque na TV: a dobradinha, comum no meio do futebol, ocorreu de forma inusitada na carreira do carioca Ricardo Lucena. No segundo semestre de 2012, o zagueiro, então com 19 anos, foi contratado pelo Atlético e cedido ao Democrata de Sete Lagoas. No fim do ano, de férias no Rio de Janeiro depois do Mineiro da Segunda Divisão, se aventurou na novela global Salve Jorge. "Minha irmã trabalhou um tempo como figurante. Ela me perguntou se eu queria fazer também. Adicionei as agências de modelo no Facebook e fui chamado", recorda.


As aparições na TV Globo não se restringiram à novela assinada por Glória Perez. "Também participei de Zorra Total", emenda o zagueiro, de volta a Minas Gerais nesta temporada para atuar no Uberaba. Entre as principais lembranças dos tempos de figurante está uma partida de futevôlei com o ator Eri Johnson. "Ele acabou ganhando. O Eri é bom demais no futevôlei", pondera Ricardo Lucena, mencionando a disputa em um dos intervalos de gravação do programa humorístico.

Salve Jorge: ao lado de Nando Cunha
(Créditos: Arquivo Pessoal/Ricardo Lucena)

Emprestado a cinco clubes desde 2012, o zagueiro teve o contrato com o Atlético encerrado em setembro último sem sequer estrear oficialmente. O discurso, no entanto, é de gratidão. "Não tenho mágoa. Pelo contrário, eu agradeço a oportunidade, que foi muito importante para meu crescimento profissional", garante o carioca, que, antes da vinda para Uberaba, esteve perto de se transferir para a Europa. "Recebi a proposta. Disseram que eu chegaria (a Israel) e assinaria o contrato. Mas foi outra história, de ficar de testes. Fiquei uma semana e meia e voltei".

Zagueiro artilheiro no Uberaba

Aos 24 anos e com fama de artilheiro nos amistosos de pré-temporada, em que anotou dois gols, Ricardo Lucena fará a estreia oficial pelo Zebu neste sábado, diante da Patrocinense. O objetivo imediato é alcançar o acesso à elite estadual, mas o planejamento traçado pelo clube inspira sonhos. "Há um projeto não só para esta temporada, mas de dar continuidade com os atletas que estão aqui, pensar no módulo I, posteriormente na Série D do Brasileiro e, assim, ir subindo. A minha expectativa é muito boa por poder fazer parte desde o início", ressalta.

Lucena em ação contra o Botafogo/SP
(Créditos: Rogério Moroti/Agência Botafogo)

A inspiração é a Chapecoense. "O projeto é ir crescendo nesse modelo que ficou em alta, que conseguiu os acessos, nunca caiu. Os próprios dirigentes mencionam". Com vínculo até maio, o carioca revela que deve permanecer no clube em caso de acesso. "A ideia é manter a maioria do elenco. Como não temos calendário no segundo semestre, eles fariam uma parceria com outro time para manter o elenco junto já para o módulo I do próximo ano. Achei muito interessante", detalha, exibindo confiança.

16/02/2017


José Sabino confirmou que duelo entre mineiros e catarinenses será
remarcado para março; no mês, Raposa já tem cinco datas ocupadas

Vinícius Dias

A confirmação do confronto contra o São Francisco/PA, válido pela segunda fase da Copa do Brasil, para o dia 22 de fevereiro provocou um conflito de datas para o Cruzeiro. De acordo com a tabela divulgada no último mês, a Raposa enfrentará o Joinville, na mesma data, pela 3ª rodada da Copa da Primeira Liga. O impasse, no entanto, deverá ser oficialmente resolvido no decorrer desta semana.

Em 2015, Cruzeiro derrotou o Joinville
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

A solução será o adiamento da partida contra o time catarinense. "Estamos fechando as pontas com o Joinville para remarcarmos para outra data, em março", antecipou o CEO da Primeira Liga, José Sabino, ao Blog Toque Di Letra. O Joinville, curiosamente, também tem dois jogos marcados para a próxima quarta-feira: a tabela do estadual prevê confronto com o Inter de Lages, no estádio Tio Vida.

Calendário dos clubes em março

Líder do grupo C, com seis pontos, o Cruzeiro entrará em campo na Arena Joinville classificado. Lanterna, o Joinville dependerá de resultados mesmo caso vença. A Raposa já tem jogos marcados para 02, 05, 12, 19 e 26 de março, enquanto o time tricolor atuará nos dias 05, 12, 19, 22, 26 e 29. A terceira fase da Copa do Brasil também ocorrerá no mês.

Cruzeiro segue 100%: ponto para Mano

Vinícius Dias

Constantes trocas de posição e agilidade na execução dos movimentos por parte de um ataque leve com alto poder de finalização foram as armas do Cruzeiro em seus melhores minutos contra o Volta Redonda, nessa quarta-feira. Classificação à segunda fase da Copa do Brasil e sexta vitória em seis jogos oficiais, confirmando o melhor início de temporada na década. E há margem para evolução: Thiago Neves à espera da estreia, Lucas Silva em busca da melhor condição e alguns ajustes defensivos a serem realizados, conclusão tirada nos piores minutos.


No primeiro tempo, diante de um Cruzeiro com mais posse de bola e mais eficiente nos desarmes, dois dos lances mais perigosos do Volta Redonda aconteceram após erros na saída de bola: primeiro com Léo, depois com Rafael. Com alterações, o time fluminense cresceu na etapa final, mas só balançou as redes após outro erro - dessa vez, de Ariel Cabral. Três gols sofridos em seis partidas não sustentam a tese de desastre defensivo, mas apontam lacunas: há espaços e também falta entrosamento em um setor com vários recém-chegados.

Robinho e Alisson comemoram gol celeste
(Créditos: Rudy Trindade/Light Press/Themapress/Cruzeiro)

Cabe a ponderação sobre o nível dos testes deste início de temporada - à exceção de Botafogo e Atlético/PR, envolvidos na Copa Libertadores -, mas sem se render ao reducionismo: da Série A, somente Cruzeiro e Flamengo seguem 100%, e o caminho é semelhante ao que o clube teve nos últimos anos sem alcançar o mesmo aproveitamento. A linha de três formada por Robinho, Arrascaeta e Alisson funcionando muito bem, Rafael Sóbis dando suporte e mobilidade mais à frente, alternativas fluindo para contemplar o objetivo de propor o jogo.

Se a primeira impressão é a que fica, ponto para Mano Menezes:
O Cruzeiro faz em 2017 o melhor início de temporada na década.