23/10/2017

O clássico de Robinho e Mano no Mineirão

Vinícius Dias

Antecipação de Fábio Santos aos 21' da etapa final, passe para Robinho encarar a tripla marcação cruzeirense e terminar balançando as redes. 14 minutos depois, cena praticamente repetida no Mineirão: assistência de Cazares para o camisa 7, mais uma vez cortando para a direita, superar Ezequiel e decretar o triunfo do Atlético: 3 a 1, de virada. Resultado para abrir oito pontos do Z4, se aproximar do G7 e quebrar a invencibilidade de 16 partidas do Cruzeiro como mandante. Com Robinho fazendo a diferença em tarde de substituições infelizes de Mano Menezes.


No primeiro tempo, o time celeste foi superior, controlando os espaços por meio da posse - mais de 60% - e ameaçando ao acelerar. Como no lance do gol, aos 30 minutos: roubada no campo defensivo, bola circulando nos pés de Arrascaeta, Diogo Barbosa, Rafinha, de Rafinha para Thiago Neves, dele para o fundo das redes. Como nas finalizações de Diogo Barbosa para boa defesa de Victor e de Alisson para fora após belo passe de Arrascaeta. Quase sempre pela esquerda, o setor que mais que preocupava Oswaldo de Oliveira antes do apito inicial e, na prática, desequilibrava o clássico.

Robinho: dono do clássico no Mineirão
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Panorama mantido no início do segundo tempo. Até o alvinegro empatar com Otero, aos 15', e virar com Robinho, seis minutos depois. Mano Menezes reagiu trocando Alisson - mesmo pouco inspirado era fundamental para o jogo de Arrascaeta fluir pela esquerda - por Élber, que abriu à direita. Rafinha deu lugar a Rafael Sóbis. O Cruzeiro terminou o jogo com 35 cruzamentos - 29 errados, de acordo com o Footstats - sem poder de infiltração e falhando na construção pelos lados. O Atlético ainda fez o terceiro em jogada iniciada por Cazares, superior a Valdívia, e concluída por Robinho.

O clássico acabou com comemoração alvinegra no Mineirão.
Em domingo de Robinho implacável e Mano Menezes infeliz.

22/10/2017

Clássico: o nosso último pedido ao Cruzeiro

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Convenhamos que 2017 foi um ano bom para os cruzeirenses. Podemos nos queixar de algumas coisas, mas, na média, tivemos mais ganhos do que perdas. Além do inestimável título da Copa do Brasil, foi uma temporada de renascimento do clube como um todo. Torcida, jogadores, comissão técnica e até diretoria, ao que tudo indica, voltaram a falar a mesma língua e a buscar os mesmos objetivos. Um pouco daquela química que tanto nos inebriou durante o bicampeonato nacional em 2013 e 2014 está de volta.


O ano está chegando ao fim e ousaria eu dizer que, neste domingo, disputaremos nosso último jogo de verdade na temporada. Apesar de um improvável título da Série A ainda ser matematicamente atingível, sabemos que dificilmente o time terá gás para vencer todos os seus jogos e, além disso, a sorte de contar com vários tropeços de outras quatro ou cinco equipes. Sendo assim, o clássico é o que, a princípio, marca o fim de mais um ciclo no futebol cruzeirense. Um jogo para encher o estádio e mostrar que tudo o que foi feito e conquistado durante o ano não caiu do céu.

Elenco e torcida: química está de volta
(Créditos: Cristiane Mattos/Light Press/Cruzeiro)

Começamos a temporada desacreditados, desanimados e preocupados com o que nos esperava. Não era para menos. O time vinha de dois anos apáticos, insossos, muito aquém daquilo que se espera do Cruzeiro. Eis que, de repente, a equipe começa a engrenar, a pegar um entrosamento legal e, surpresa, amigos: somos pentacampeões da Copa do Brasil e temos vaga garantida na fase de grupos da próxima edição da Copa Libertadores. Acaso? Coincidência? Milagre da providência? Nada. Trabalho. Dos bem feitos, apesar das ressalvas. E, para encerrar o expediente, um clássico.

90 minutos para relembrar 2017

É o último pedido da tua torcida neste ano, Cruzeiro: o clássico. Vencê-lo. Fazer mais uma linda festa ainda em 2017. Mineirão lotado, jogar bem e derrotar um dos melhores elencos do Brasil - sejamos justos. Coroar a retomada do sentimento de ser cruzeirense e reconhecer em si mesmo um afortunado, com todo o respeito aos demais, colocando em 90 minutos um resumo daquilo que de melhor a camisa celeste nos proporcionou.

Cruzeiro iniciou o ano vencendo clássico
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Não que eu não vá acompanhar o time depois deste domingo. Muito pelo contrário. Vai que chegamos à segunda-feira com 0,1% de chance de título. Já pensou? Todo meu otimismo e minha fé futebolística estarão sustentando esse maldito décimo de probabilidade. É futebol. Não é nada mais nem nada menos do que futebol. De qualquer maneira, nas próximas horas, tudo será clássico. Não são só os três pontos. Não é só a chance de subir na tabela. Não é só o gostinho de manter o rival longe da parte nobre da classificação. É tudo isso e mais um pouco. É o último jogo do ano.

Aturinha ou surtinha no sub-20

Aproveitando o espaço, congratulo os meninos do sub-20 do Cruzeiro que, na última sexta-feira, conquistaram o Campeonato Brasileiro da categoria. Foi o quarto título da Raposinha, o primeiro sob a chancela da CBF. Apesar de achar que a função primordial da base é formar atletas, um título dessa importância é sempre bem-vindo e acaba por valorizar o trabalho sério e competente que vem sendo executado na Toca I. Parabéns a todos os envolvidos nesta conquista. Em breve, teremos um reencontro nos profissionais.

Força, Cruzeiro!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

21/10/2017

Ricardo Oliveira entra em pauta no Cruzeiro

Vinícius Dias

Com a permanência de Mano Menezes sacramentada, a nova diretoria do Cruzeiro passa a se concentrar na definição do elenco para 2018. Respaldado por contratos longos com as principais peças, o clube mira reforços pontuais. Nomes de potenciais alvos já têm, inclusive, circulado no Conselho, que vive clima agitado pelas articulações visando às disputas de novembro e dezembro. Um deles é o de Ricardo Oliveira, do Santos. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, o nome do atacante foi sugerido à cúpula celeste nos últimos dias, mas ainda não discutido com o treinador.


Embora ressalte que não há tratativas em andamento, o agente do capitão santista se mostrou atento aos bastidores. "Até esse momento, não procurei clube algum. Fui procurado por diversos. O Cruzeiro ainda não me procurou, mas pessoas amigas de Belo Horizonte vieram com a mesma informação", pontuou Augusto Castro. "Vários agentes de Belo Horizonte, radicados ou que têm contato com o Cruzeiro, me ligaram perguntando se eu poderia fornecer uma credencial para tratar desse assunto. Mas tenho representante na cidade. Não é oficial nada até agora", acrescentou.

Ricardo soma cinco gols pela seleção
(Créditos: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação)

A atuação do carioca no mercado belorizontino se dá em parceria com o empresário Roberto Tibúrcio, que foi contatado pela reportagem, mas evitou falar sobre Ricardo Oliveira. "Para não atrapalhar qualquer situação", justificou. Com nove gols em 32 partidas na temporada, o camisa 9 tem vínculo perto do fim com o Santos. O clube já declarou interesse na renovação, mas ainda não houve acordo. "Ricardo Oliveira fica livre no dia 31 de dezembro deste ano. Desde junho, ele está disponível para assinar pré-contrato com qualquer clube", resumiu Augusto Castro.

Trunfos em possível negociação

Além da situação contratual, aspectos profissionais e pessoais indicam possíveis trunfos caso o Cruzeiro decida abrir negociações. Um deles é a impressão sobre o treinador celeste. "Ele é admirador do trabalho do Mano", revelou o agente. O outro está relacionado à atividade pastoral do atacante. "Ricardo é líder de uma legião de atletas evangélicos. Muitos estão radicados em Belo Horizonte, tanto no Cruzeiro como em Atlético e América", emendou. Procurado para comentar o tema, o novo vice de futebol celeste, Itair Machado, não atendeu às ligações da reportagem.

20/10/2017


Eleito segundo vice-presidente para o triênio 2018/2020, Ronaldo
Granata adota discurso de unificação do clube em eleições à vista

Vinícius Dias

Mesmo passadas mais de duas semanas da eleição presencial, os bastidores políticos do Cruzeiro seguem movimentados. Isso porque, ainda neste ano, o clube celeste definirá a mesa diretora do Conselho Deliberativo e os 220 nomes do quadro de associados conselheiros para o triênio 2018/2020. Em meio à agitação, um grupo de conselheiros encabeçado por Ronaldo Granata, recém-eleito segundo vice-presidente na chapa de Wagner Pires de Sá, tem tentado viabilizar uma coalizão interna.


A uma semana do fim do prazo de registro de candidaturas para a presidência do Conselho, o grupo trabalha com a proposta de chapa única no pleito de 06 de novembro e, por consequência, de escolha de nomes de consenso para o quadro de associados conselheiros, em dezembro. "O Cruzeiro hoje está fragmentado. Queremos juntar todo mundo. Depois da eleição presidencial, meu discurso foi justamente de unificação e já comecei a trabalhar nesse projeto", confirma Granata ao Blog Toque Di Letra.

Eleitos: Hermínio, Wagner e Granata
(Créditos: Chapa União/Divulgação)

Um dos principais defensores da ideia é o conselheiro nato Emílio Brandi, nome que, no início das articulações visando à sucessão presidencial, chegou a ser cogitado por interlocutores de Gilvan de Pinho Tavares para encabeçar a chapa de situação. "Acho que tem que ter união no Cruzeiro agora", afirma. Sobrinho de Felício Brandi, que presidiu o clube entre 1961 e 1982, Emílio vislumbra a possibilidade de Fernando Torquetti Júnior e Zezé Perrella, que já se lançaram pré-candidatos, "construírem juntos".

Perrella acena bandeira branca

Embora reconheça que o prazo curto é entrave, Ronaldo Granata mantém o otimismo. "O grupo do Zezé acenou bandeira branca para nós", justifica. A reportagem apurou com aliados do senador que a chapa da atual oposição ainda não tem nem mesmo a mesa diretora fechada, o que ratifica a possibilidade de composição. Torquetti, por sua vez, realizou nessa quinta-feira bate-papo com conselheiros ao lado dos outros três nomes da mesa diretora de sua chapa e já tem, inclusive, quatro dos seis membros do Conselho Fiscal - efetivos e suplentes - definidos.