10/12/2017

O 2017 do Atlético: um ano para ser lembrado

Alisson Millo*

Quarta-feira, 06 de dezembro de 2017. Um dia histórico, por motivos não muito agradáveis. Naquela noite que seria apenas mais uma, milhares de atleticanos ligaram a televisão para torcer pelo Flamengo. Mesmo que alguns não admitam, torcer pelo rival carioca que pode ajudar o Galo é muito mais nobre do que torcer contra e ver os altos investimentos do ano todo irem por água abaixo e nosso time ficar fora da Libertadores. No gol de cabeça de Rever até veio uma lembrança de tempos bons, quando não dependíamos de nenhuma outra equipe para conquistar nossos objetivos.


A Flamengo-dependência é o último capítulo de uma temporada horrível do Atlético. É verdade que o início foi como de praxe: conquistamos o estadual e a liderança no grupo da Libertadores, esperada pelo baixo nível dos adversários. Daí em diante, rumo ao fundo do poço. Tivemos que torcer pelo Grêmio por mais uma vaga, agora precisamos que o Flamengo ganhe para conseguirmos a classificação. Tudo isso porque, meses atrás, o Cruzeiro foi responsável pelo surgimento do G7 e, no último domingo, manteve o Atlético vivo ao segurar o Botafogo, no Rio de Janeiro.

Gol da vaga: Fred falhou na 37ª rodada
(Créditos: Bruno Cantini/Flickr/Atlético-MG)

Em janeiro, o papo era título. Na pior das hipóteses, G4 pela classificação à fase de grupos da Libertadores. A fase prévia seria quase um desastre. Hoje, virou prêmio de consolação para um time que jamais ultrapassou o oitavo lugar. Prêmio que passa pela humilhação de torcer pelo maior rival, segundo alguns jogadores. Mas, para não ser tão pessimista, pelo menos o fantasma do rebaixamento foi espantado com certa antecedência diante de todos os problemas que circularam o Atlético: promoção e queda de diretor, escolhas equivocadas de treinadores, contratações inexplicáveis.

A tristeza de torcer pelo Flamengo

Adoraria dizer que 2017 é para ser esquecido. Mas não: que ninguém se esqueça do desempenho lastimável e a temporada sirva de lição para o novo presidente, seja ele quem for. Erros serão cometidos, com certeza, mas que não sejam tão seguidos como foram este ano e não impactem tanto no time. Com ou sem a vaga na Libertadores, que a montagem de elenco seja mais bem feita, não só baseada em nomes e estrelas. O que ganha jogo, o que levanta taça, é futebol. Coisa que o Atlético não mostrou na maior parte do ano e, agora, torce para que o Flamengo mostre.

*Jornalista. Corneteiro confesso e atleticano desde 1994.
Goleiro titular e atual capitão da seção Fala, Atleticano!

09/12/2017


Tombense x Cruzeiro, na 4ª rodada, acontecerá no Ipatingão; cidade
negocia para receber América e tem estratégia definida por Atlético

Vinícius Dias

Depois de quase sete anos, o Cruzeiro voltará a jogar no Ipatingão. O confronto da equipe comandada por Mano Menezes contra o Tombense, no dia 28 de janeiro, será disputado no estádio. O acordo entre a Prefeitura de Ipatinga e o clube de Tombos, a quem pertence o mando de campo do duelo válido pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro, foi fechado nesta semana. A cidade do Vale do Aço agora trabalha para, também durante o estadual de 2018, receber os rivais Atlético e América.


Além de impostos, a partida de 28 de janeiro garantirá contrapartidas, que ficarão a cargo do Tombense. "Pintura da parte frontal do estádio, dos corredores para os vestiários e troca das claraboias do túnel. A renda será toda do mandante", enumera o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Carlos Oliveira, ao Blog Toque Di Letra. A administração municipal, inclusive, já negocia com a diretoria do Gavião para que o confronto contra o América, válido pela 9ª rodada, também aconteça no estádio.

Cruzeiro já disputou 44 jogos no estádio
(Créditos: Secom/Prefeitura Municipal de Ipatinga)

Supervisor de futebol do Ipatinga durante a gestão Itair Machado, Carlão, como é conhecido, foi o responsável pelos primeiros contatos com o clube, que já havia exercido o mando de campo no Ipatingão em 2014, diante do Atlético. "Procurei o Lane (Gaviolle, presidente do Tombense) e fiz o convite, assim como farei a outras agremiações, em uma tentativa de fomentar o esporte e utilizá-lo como ferramenta para aquecer a economia de Ipatinga. O objetivo é governamental mesmo", destaca.

Ipatingão liberado para 22,5 mil

Estratégia que repetirá para tentar viabilizar a ida do time alvinegro à cidade. "Estamos aguardando a repercussão desse jogo do Cruzeiro para ter uma plataforma mais detalhada para oferecer", revela o secretário. "A procura será por algum clube do interior que tenha interesse em mandar a partida no Ipatingão. Atlético e Cruzeiro têm público grande na região, e o estádio está liberado para 22,5 mil pessoas", completa. Do interior, o Galo será visitante contra Boa Esporte, Villa Nova, URT, Tupi e Uberlândia.

07/12/2017

Ipatinga tira atacante do sub-20 do América

Vinícius Dias

Campeão da Segunda Divisão mineira, o Ipatinga já deu início, nos bastidores, ao planejamento para a disputa do módulo II em 2018. Depois de perder o atacante Paulo Henrique, artilheiro do acesso, com 19 gols, o clube do Vale do Aço alinhavou a contratação de uma nova peça para o setor ofensivo. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, trata-se de Vitinho, que atualmente defende o sub-20 do América.

Sai Paulo Henrique, chega Vitinho
(Créditos: FMF/América/Divulgação)

O atacante, de 20 anos, será apresentado pelo Tigre em janeiro. Vitinho, que chegou ao Lanna Drumond em maio, após se destacar no Campeonato Mineiro com a camisa do América de Teófilo Otoni, marcando três gols em seis partidas, tem contrato até o próximo dia 31. Neste semestre, pelo Coelho, participou de dez jogos da campanha que valeu o quinto lugar no estadual da categoria sub-20, conquistado pelo Atlético.

Treinador e titulares renovam

Titulares na campanha do acesso, o goleiro Alencar, o volante Denilson e os laterais Júlio e Douglas renovaram para 2018. Eugênio Souza segue no comando. Até o momento, a principal baixa foi o atacante Paulo Henrique. O ex-atleticano assinou com o Coimbra, clube ligado ao Banco BMG, e deve ser emprestado. Durante a Segunda Divisão, o camisa 9 foi observado pelo Atlético/PR e recusou proposta do Londrina.

06/12/2017


Atleticano tem o 3º melhor rendimento entre 33 técnicos; Santos e
Palmeiras emplacam quarteto no G8, e cruzeirense termina em 10º

Vinícius Dias*

Estreante no Campeonato Brasileiro, o paulistano Fábio Carille soltou ainda na 35ª rodada o grito de campeão com o Corinthians. No último domingo, com dez partidas simultâneas, a emoção ficou por conta da disputa das vagas na Copa Libertadores e da definição dos dois últimos rebaixados à Série B de 2018. Mas, afinal, como estaria a classificação final se a disputa, em vez de clubes, levasse em conta o desempenho dos treinadores?


Em 38 rodadas, 45 comandantes trabalharam em 20 clubes. Avaí, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Grêmio tiveram apenas um. Atlético/MG, Atlético/PR, Bahia, Chapecoense e Vitória trocaram três vezes cada. O Blog Toque Di Letra fez um levantamento dos números dos 33 que participaram de pelo menos 20% da Série A - oito jogos. Os resultados foram atribuídos a interinos apenas em casos de saída de efetivos.

Oswaldo teve 59%, e Mano Menezes 50%
(Créditos: Bruno Cantini/Atlético/Bruno Faleiro/Cruzeiro)

Os desempenhos foram divididos em quatro faixas, tomando a média geral - 45,2% de aproveitamento - como corte. Número de jogos e saldo de gols durante o trabalho foram os critérios de desempate adotados. Os casos mais curiosos são o de Chapecoense, que terminou em oitavo na Série A, mesmo mantendo o vice-lanterna Vinícius Eutrópio por 11 rodadas, e Atlético, nono colocado, que teve o terceiro colocado Oswaldo de Oliveira.

Melhores aproveitamentos:

Fábio Carille (Corinthians) - 38 jogos - 63,2%
Elano (Santos) - 9 jogos - 59,3%
Oswaldo de Oliveira (Atlético/MG) - 13 jogos - 59%
Levir Culpi (Santos) - 25 jogos - 58,7%
Alberto Valentim (Palmeiras) - 11 jogos - 57,6%
Renato Gaúcho (Grêmio) - 38 jogos - 54,4%
Zé Ricardo (Flamengo e Vasco) - 35 jogos - 54,3%
Cuca (Palmeiras) - 27 jogos - 54,3%

Acima da média:

Paulo César Carpegiani (Bahia) - 12 jogos - 52,8%
Mano Menezes (Cruzeiro) - 38 jogos - 50%
Reinaldo Rueda (Flamengo) - 18 jogos - 50%
Gilson Kleina (Ponte Preta e Chapecoense) - 34 jogos - 49%
Fabiano Soares (Atlético/PR) - 24 jogos - 48,6%
Daniel Paulista (Sport) - 9 jogos - 48,1%
Dorival Júnior (Santos e São Paulo) - 30 jogos - 46,7%
Jair Ventura (Botafogo) - 38 jogos - 46,5%
Vagner Mancini (Chapecoense e Vitória) - 33 jogos - 45,5%

Abaixo da média:

Roger Machado (Atlético/MG) - 15 jogos - 44,4%
Preto Casagrande (Bahia) - 9 jogos - 44,4%
João Paulo Sanches (Atlético/GO) - 24 jogos - 43,1%
Pachequinho (Coritiba) - 15 jogos - 42,2%
Abel Braga (Fluminense) - 38 jogos - 41,2%
Rogério Micale (Atlético/MG) - 9 jogos - 40,7%
Milton Mendes (Vasco) - 21 jogos - 39,7%
Luxemburgo (Sport) - 27 jogos - 38,3%
Jorginho (Bahia) - 14 jogos - 38,1%
Claudinei Oliveira (Avaí) - 38 jogos - 37,7%
Eduardo Baptista (Atlético/PR e Ponte Preta) - 24 jogos - 36,1
Marcelo Oliveira (Coritiba) - 23 jogos - 34,8%

Piores aproveitamentos:

Rogério Ceni (São Paulo) - 11 jogos - 33,3%
Alexandre Gallo (Vitória) - 11 jogos - 33,3%
Vinícius Eutrópio (Chapecoense) - 11 jogos - 30,3%
Doriva (Atlético/GO) - 10 jogos - 16,7%

*Atualizada às 19h40