17/02/2018

O Cruzeiro não precisa provar nada a ninguém

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Neste ano, especialmente, tenho percebido certa movimentação da torcida do Cruzeiro em querer provar para os outros, mais especificamente para uma fatia da imprensa esportiva, seu valor e a grandeza do seu clube. Claro que esse movimento não foi iniciado do nada, mas tenho certeza de que o cruzeirense não precisa provar nada a ninguém.


Há no meio futebolístico uma máxima que garante que o tratamento dado aos clubes de fora do 'eixo' é diferente. As conquistas são menos festejadas e os problemas são mais acentuados. Consideremos que seja verdade. O que isso muda para nós? É para mostrar algo para eles que torcemos? É para convencer alguém de que nosso time é melhor que vamos ao estádio e deixamos lá nossa voz? É tudo pelo Cruzeiro. Por si só, com sua história, sua escola, sua tradição, o clube celeste tem cacife suficiente para encarar qualquer um de igual para igual, com ou sem apoio de terceiros e, pensando em superar a si mesmo, conquistar cada vez mais.

Time celeste iniciou temporada em alta
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Também tenho a impressão de que um jogador precisa fazer aqui muito mais do que precisaria fazer em outros clubes para ter seu trabalho reconhecido, por exemplo, com uma convocação para a seleção. E o que isso nos interessa? É lógico que é motivo de orgulho e alegria ver um de nossos guerreiros sendo chamado para defender a seleção nacional, mas a ausência não é nenhum demérito. Fábio é, talvez, o maior exemplo disso. Durante a semana que passou, esse assunto voltou a ser comentado. Um dos goleiros mais constantes e seguros do futebol brasileiro nas últimas temporadas não é lembrado por quem convoca. Azar o deles.

Em busca da superação dia a dia

O Cruzeiro e o cruzeirense não precisam provar nada a ninguém. O objetivo precisa ser sempre a superação. Independentemente de os demais estarem acima ou abaixo, a razão de ser do torcedor e do clube é buscar sempre o melhor possível. Tenho certeza de que, se a Raposa olhar para sua história e tentar galgar feitos ainda maiores, fatalmente os conquistará. Não podemos contar com o afeto e a boa vontade dos outros para que, só a partir disso, valorizemos tudo aquilo que alcançamos até aqui. É por nós e por nosso amado clube que sofremos, vibramos, nos emocionamos e dedicamos boa parte do nosso tempo.

Fábio: um herói na seleção cruzeirense
(Créditos: Cristiane Mattos/Light Press/Cruzeiro)

Quem veste essa camisa e incorpora esse espírito não precisa de nenhuma motivação extra para se entregar de corpo e alma, seja lá qual for a sua parcela de contribuição. Só o torcedor celeste sabe o que é ostentar as cinco estrelas no peito e encher-se de vaidade, sim, por todos os momentos que passou junto ao clube. O cruzeirense reconhece cada um de seus ídolos e nunca precisou de convocações, números, estatísticas ou mesmo do aval da imprensa para definir quem merece ou não ser tratado como tal. Há situações que superam o plano da racionalidade.

O amigo leitor e torcedor pode poupar energias para o que realmente importa: o Cruzeiro. Sei que precisamos ganhar muito mais, jogar muito melhor, encher o estádio mais vezes e estar com as contas todinhas em dia para que, talvez, deem uma nota positiva. E quem liga? Usemos isso como combustível. Precisamos fazer tudo isso e ainda mais, não para que nos percebam, mas sim para que nós mesmos estejamos de acordo com a história e com a grandeza desse patrimônio do futebol brasileiro.

Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

16/02/2018

Atlético integrará futsal e futebol na base

Vinícius Dias

Tradicional fornecedor de talentos para o futebol, com um histórico que inclui ídolos como Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e Zico, o futsal passará a fazer parte do processo de formação dos atletas da base do Atlético. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, o clube define nos bastidores os últimos detalhes do lançamento de um projeto pioneiro de integração entre as modalidades, que será encabeçado por Marcelo Vilhena.

Atlético comemora estadual sub-14
(Créditos: Pedro Souza/Flickr/Atlético-MG)


Ex-treinador das categorias de base de América, Atlético/PR e Cruzeiro, o belorizontino trabalhou simultaneamente com futebol e futsal entre 2006 e 2012, com passagens pelo Colégio Magnum e pelo próprio América. Doutor em Ciências do Esporte pela UFMG, Vilhena também é professor das licenças B e C do curso de treinadores da CBF e, há quase 15 anos, ministra disciplinas ligadas a futsal e futebol no ensino superior.

Trajetória vitoriosa nas quadras

Com longa tradição no futsal, o alvinegro conquistou seu primeiro título em 1968: o Campeonato Mineiro. Nos anos 1990, com craques como Falcão, Manoel Tobias e Lenísio, viveu seu auge com o bicampeonato da Liga Futsal e a conquista da Copa Intercontinental, na Rússia. A equipe profissional foi extinta em 2001. Oito anos depois, já na era Alexandre Kalil, o Atlético anunciou o encerramento das atividades de base.

15/02/2018

Galo economiza quase R$ 2 milhões por mês

Vinícius Dias

Se dentro de campo o Atlético tem decepcionado neste início da temporada, culminando na demissão do treinador Oswaldo de Oliveira depois de apenas seis partidas, fora dele a diretoria tem motivos para comemorar. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, com a transferência do meia-atacante Valdívia para o São Paulo, a economia mensal proporcionada pela reformulação do elenco chegou a quase R$ 2 milhões.

Valdívia e Fred: dupla deixou o Atlético
(Créditos: Pedro Souza/Flickr/Atlético-MG)

Marcos Rocha, Erazo, Marlone, Robinho, Rafael Moura e Fred, somados a Valdívia, representavam cerca de R$ 3 milhões na folha. Já os custos com Samuel Xavier, Iago Maidana, Arouca - emprestado pelo Palmeiras, que paga parte dos salários -, Roger Guedes, Tomás Andrade, Erik e Ricardo Oliveira são inferiores a R$ 1,5 milhão mensal. Na janela de transferências, o alvinegro adotou teto salarial na faixa dos R$ 350 mil.

Cúpula destaca nova realidade

A reformulação foi pauta de entrevista coletiva do presidente Sérgio Sette Câmara, na última sexta-feira. "Nós conseguimos fazer contratações sem gastar um só centavo. Todos os jogadores que vieram, bem ou mal, vieram pelo salário. Alguns até pela metade", exaltou. "Essa é a realidade do Atlético. Não vamos fazer contratações malucas, pagar salários astronômicos, porque uma hora o clube não vai aguentar", completou.

13/02/2018

Patrocinadores de Atlético e Cruzeiro em alta

Vinícius Dias

Mais do que a exposição pelo quinto ano consecutivo na Copa Libertadores e no penta da Copa do Brasil, a temporada passada deu às empresas que patrocinaram Atlético e Cruzeiro, respectivamente, motivos para comemorar. Em pesquisa realizada pelo Ibope Repucom, líder global em pesquisa de marketing esportivo, os torcedores da dupla mineira foram os que melhor reconheceram os patrocinadores de seus clubes.


"Perguntamos quais marcas são lembradas, primeiro de forma espontânea, sem mostrá-las, e depois mostrando uma cartela com diversas marcas, patrocinadoras ou não", detalha o diretor-executivo do instituto, José Colagrossi Neto, ao Blog Toque Di Letra. Atleticanos e cruzeirenses se destacaram em um cenário de consulta a torcedores de 48 clubes, de diferentes divisões do futebol brasileiro.

Torcedores dos mineiros se destacaram
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Na avaliação de Colagrossi, o resultado pode ser um trunfo para os clubes em futuras negociações com patrocinadores. "Claro, porque mostra um superior nível de reconhecimento do patrocínio", justifica. Curiosamente, neste início de temporada, os dois já acertaram novos contratos. O Atlético passou a estampar no uniforme as marcas de Uber, Universidade Brasil e Orthopride, que também se tornou parceira do rival celeste.

Sucesso no vôlei fortalece Raposa

A pesquisa DNA Torcedor 2017 também apontou a relação entre as conquistas no vôlei masculino e o fortalecimento da marca Cruzeiro. "O sucesso no vôlei aumentou o engajamento e o interesse em relação ao clube", revela. Desde 2009, a parceria com o Sada já rendeu, entre outros títulos, três mundiais, quatro sul-americanos, cinco Superligas, três Copas do Brasil e nove estaduais - os últimos oito conquistados de forma consecutiva.