19/11/2017


Treinador se reúne com a diretoria nesta 2ª para discutir busca por
reforços; à espera de empresário, clube tem estratégia por Hudson

Vinícius Dias

Concretizada pelo presidente Gilvan de Pinho Tavares, a venda do lateral-esquerdo Diogo Barbosa ao Palmeiras marcou o primeiro capítulo da janela de transferências no Cruzeiro. Nos próximos dias, já com a participação da nova diretoria, o clube celeste começará a costurar outras importantes decisões visando à próxima temporada. Um dos temas em pauta será justamente a contratação de uma nova peça para o setor.


Nesta segunda-feira, dia sem atividades na Toca da Raposa II, está agendada reunião com Mano Menezes para discutir nomes e detalhes da busca por reforços. Entre as opções que serão avaliadas pelo treinador estará Egídio, bicampeão brasileiro com a camisa estrelada em 2013 e 2014. O lateral-esquerdo, de 31 anos, deve deixar o Palmeiras ao fim do contrato, em dezembro, e foi oferecido ao Cruzeiro para 2018.

Clube mira lateral e quer manter volante
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Prioridade celeste, as negociações visando à permanência de Hudson também devem ter novidades nesta semana. O agente do volante, Luciano Couto, tem chegada ao Brasil prevista para terça-feira. Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, a estratégia traçada é apresentar um projeto atraente no primeiro contato e, a partir daí, tê-lo como aliado nas tratativas com o São Paulo, clube ao qual o camisa 25 está vinculado até o fim de 2019.

Troca por argentino descartada

Hudson está emprestado até 31 de dezembro ao Cruzeiro, com opção de compra de 50% dos direitos econômicos. A Raposa, que teria de desembolsar mais de R$ 5 milhões para acionar a cláusula, estuda alternativas para minimizar o valor do investimento. O argentino Ariel Cabral chegou a ter o nome exaltado nos bastidores do tricolor paulista, mas os mineiros descartam a possibilidade de envolvê-lo nas negociações.

18/11/2017

Respeito é bom e a torcida do Cruzeiro exige!

Douglas Zimmer*

Salve, China Azul!

Estão nos devendo explicações. O Cruzeiro precisa decidir de que lado está: se está do lado de sua história vitoriosa ou de trajetórias pessoais. Quando menciono o nome do clube, me refiro às pessoas que respondem por ele e, em última análise, ocupam, ocuparam ou ocuparão os mais altos postos da diretoria celeste. O torcedor, ao contrário do que indicam os bons modos com o maior interessado nos assuntos inerentes ao clube, é quase sempre o último a saber e, normalmente, fica sabendo dos fatos por terceiros.


Bem, vamos lá! O assunto mais comentado nos últimos dias e, agora oficializado, foi a repentina venda de Diogo Barbosa ao Palmeiras. Quem me acompanha sabe que não sou de idolatrar jogadores, muito menos colocá-los acima dos interesses do clube. Entretanto, o mais inquietante nesse imbróglio todo foi a falta de transparência, principalmente, com a torcida. Primeiro foi o jogador desabafando ao vivo depois da vitória diante do Fluminense. Depois, Mano Menezes dizendo que não havia problema no caso. Por último, mas não menos importante, as especulações começaram a aparecer e, em questão de dias, Barbosa já é reforço anunciado pelo alviverde paulista.

Diogo Barbosa: de titular a ex-Cruzeiro
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Tudo bem. Vendas acontecem. O cenário praticamente exige isso. Mas por que agora? Por que reforçar um rival direto na briga pelas principais competições do ano que vem? Como as finanças de um clube que foi recentemente bicampeão brasileiro - e negociou os protagonistas - chegam ao cúmulo de gerar atrasos? São muitas as perguntas. Poucas - e evasivas - as respostas. A direção que vai deixar o clube ao fim do ano diz que o investimento valeu a pena, tendo em vista os títulos conquistados, e que vai fazer o que for preciso para honrar seus compromissos antes de deixar o posto. Quem está em vias de assumir fala pouco porque alega que até agora quem está à frente das tratativas é a atual gestão.

O nome do Cruzeiro está em jogo

Mas, afinal de contas, não há diálogo no Cruzeiro? Que a torcida recebe pouca ou quase nenhuma satisfação do que é feito com o dinheiro do clube, isso não é novidade. Mas me espanta o fato de que a chapa vencedora da eleição para tomar conta de um dos maiores clubes do Brasil e o pessoal que está deixando tais cargos simplesmente não tenham conversado para tentar fazer um balanço da gestão que se vai e planejar a que está chegando. É o nome do Cruzeiro que está em jogo, não importa se quem vai assumir é da situação, da oposição ou se é absolutamente centrista. O que importa é que o Cruzeiro Esporte Clube seja sempre o maior beneficiado por qualquer decisão.

Diretoria deixará dívidas e ações na Fifa
(Créditos: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

Eu não entendo nada de mercado futebolístico. Nada. Prefiro assim. Deve haver muita coisa que nós, meros torcedores, não sabemos e sequer sonhamos em saber. Mas uma coisa é certa: um clube do tamanho do Cruzeiro não pode ser gerido de qualquer jeito, arriscando a sanidade financeira e, o que é muito pior, a honra construída durante décadas de trabalho árduo. Vocês não fazem ideia de como as notícias sobre dívidas e ações na Fifa me incomodam. Cerca de R$ 50 milhões. Atletas que nunca jogaram e que nunca vão jogar pelo Maior de Minas gerando dívidas estratosféricas. É um absurdo.

Enfim, gosto de sentar e escrever sobre futebol. Sobre jogadores, jogadas, vitórias, reclamar de derrotas e empates, etc. Mas não tenho conseguido nem me concentrar nos jogos. Esse caos nos bastidores está me deixando muito preocupado. Espero que realmente seja exagero meu, como já me sugeriram alguns. Torço para que, antes tarde do que nunca, as cabeças pensantes do Cruzeiro se reúnam e entrem em consenso em prol da instituição. Deixem clubismo, paixão e coração para a torcida. Não esqueçam contratos em lugar algum. Planejem o futuro. Ah… e, se der, tentem nos avisar sobre qualquer problema antes que fiquemos sabendo pelos outros.

Força, Cruzeiro!

*Gaúcho, apaixonado pelo Cruzeiro desde junho de 1986.
@pqnofx, dono da camisa 10 da seção Fala, Cruzeirense!

17/11/2017

Gilvan define data de eleição no Cruzeiro

Vinícius Dias

A eleição do quadro de associados conselheiros do Cruzeiro para o triênio 2018/2020 está confirmada para 02 de dezembro, das 9h às 15h. A Assembleia Geral foi convocada nessa quinta-feira pelo presidente Gilvan de Pinho Tavares. O Blog Toque Di Letra teve acesso ao edital. No dia, serão conhecidos os novos 220 efetivos e 110 suplentes.

Eleição reunirá conselheiros e sócios
(Créditos: André Brant/Light Press)

Participam da escolha os atuais integrantes do Conselho Deliberativo, suplentes com mandato até 31 de dezembro e associados do clube social. Conselheiros beneméritos - ex-presidentes do clube e Conselho - têm peso seis, natos - vitalícios - cinco. Os demais votam um.

Registro de chapas até segunda-feira

De acordo com o estatuto, o prazo de registro de candidaturas se encerra no dia 20 do mês anterior à eleição - próxima segunda-feira. A chapa resultante da aliança entre Zezé Perrella e o presidente eleito Wagner Pires foi registrada nessa quinta-feira. Aliados de Gilvan e de José Francisco Lemos, atual primeiro vice-presidente, articulam uma segunda chapa.

Volta à elite impulsiona receitas do América

Vinícius Dias

Com o acesso à elite assegurado há duas rodadas e a uma vitória de conquistar o título da Série B, o América tem motivos para comemorar também fora das quatro linhas. A volta à Série A do Campeonato Brasileiro impulsionará os cofres do clube alviverde na próxima temporada. Nos bastidores, a expectativa é de que, somente com direitos de transmissão, o Coelho supere a arrecadação total projetada para 2017.


Conforme o Blog Toque Di Letra apurou, o orçamento do América para a atual temporada prevê receita operacional bruta de cerca de R$ 25,4 milhões, sendo R$ 19,5 milhões referentes ao futebol profissional. Os direitos de transmissão foram apontados como principal fonte, totalizando R$ 8,45 milhões. Na sequência, aparecem luvas - R$ 4 milhões - e repasses referentes a direitos federativos de atletas - R$ 3 milhões.

Coelho: sucesso dentro e fora de campo
(Créditos: Daniel Hott/América/Divulgação)

As negociações visando à Série A de 2018 serão iniciadas em breve, com a expectativa de uma cota superior a R$ 30 milhões - o estadual garante, no mínimo, mais R$ 2,8 milhões. Em 2016, o Coelho faturou cerca de R$ 27 milhões. O acordo, válido por três temporadas, ainda garantia reajustes sucessivos em caso de permanência na elite. Com a queda, no entanto, o América recebeu cerca de R$ 6 milhões nesta Série B.

Vendas batem previsão em 2017

Neste ano, os primeiros esboços indicam cenário superior ao orçado. A meta com direitos de atletas, por exemplo, foi superada na ida de Richarlison para o Watford: 20% valeram € 2,5 milhões - R$ 9,6 milhões. O clube ainda faturou como formador: segundo cálculos do portal Rede do Futebol, cerca de 0,64% da venda do próprio atacante e 1,32% do lateral-direito Danilo, que chegou ao Manchester City por £ 26,5 milhões - R$ 114,5 milhões.